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	<title>Teorias de desenvolvimento humano - Revision history</title>
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		<updated>2018-06-05T02:53:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;quot;==Importância de teorias==  É necessário formular e usar teorias científicas para compreender o desenvolvimento humano. O desenvolvimento humano é definido como uma sequ...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;==Importância de teorias==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário formular e usar teorias científicas para compreender o desenvolvimento humano. O desenvolvimento humano é definido como uma sequência de passos, etapas e processos que se desenvolvem e organizam nos humanos, desde a concepção, o nascimento e durante toda a vida. Esse desenvolvimento não se aplica só ao crescimento, isto é altura e peso, mas também a capacidades e conhecimento como vocabulário, e principalmente um foco nas reorganizações no pensamento que alteram o modo como interagimos com o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Exemplos incluem a emergência da capacidade para considerar o ponto de vista ou percepções de outras pessoas ao mesmo tempo que se considera o nosso próprio ponto de vista e percepções. Isto ocorre entre os anos da pré-escola e escola. Essa mudança na estratégia ou capacidade e reorganização crucial no pensamento da criança torna possível fazer previsões correctas das intenções dos outros, a competir e cooperar eficazmente com outros.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas reorganizações que chamamos de desenvolvimento ocorrem em diversos domínios tais como o cognitivo, neurológico, físico, emocional e social. Esse desenvolvimento percorre toda a duração da vida mas grande parte é na fase infantil e adolescente. Deste modo desenvolvimento infantil é uma grande base para todo o desenvolvimento humano. Se não compreendermos as nossas origens e como nos desenvolvemos não podemos compreender totalmente a nossa natureza humana.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este estudo manifesta-se em diversas disciplinas como educação, antropologia, filosofia, medicina e biologia. O desenvolvimento psicológico lida principalmente com o desenvolvimento desde a concepção à maturidade na adolescência, embora também explique o desenvolvimento adulto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teorias científicas são explicações sistemáticas que unificam vários fenómenos e factos observados. Delas surgem metáforas, modelos, ou fórmulas para compreensão e previsão de processos de desenvolvimento, e o progresso desse desenvolvimento sob um determinado conjunto de circunstâncias. As teorias não são uma perfeita explicação ou modelo de realidade, mas sem elas não progredimos na nossa compreensão e não podemos usar os factos que reunimos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pontos importantes são referentes à natureza básica da criança e a importância relativa da natureza e educação no nosso desenvolvimento. Todos temos teorias ingénuas sobre natureza humana mesmo sem conhecer a maioria das teorias do campo de Psicologia do Desenvolvimento. Com tal conhecimento essas teorias ingénuas alteram-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem critérios que os cientistas usam para avaliar se uma teoria é boa ou não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. A teoria reflecte o mundo real dos humanos, particularmente crianças?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A teoria é suportada por provas convincentes?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. A teoria explica o passado e prevê o futuro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Pode a teoria suportar novos dados e descobertas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. A teoria estimula novas pesquisas e descobertas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. É a teoria claramente compreensível, e simplifica em vez de complicar o mundo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. É a teoria auto-satisfatória?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta lista de questões servem como uma guia de avaliação de cada teoria. Se as respostas são geralmente “sim”, podemos confiar que a teoria é boa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um aspecto a ter em conta é o custo das teorias. Embora elas organizem e clarifiquem os conceitos, podem também criar um viés (bias) na visão e ofuscar factos adicionais. Uma teoria pode também simplificar em demasia a realidade do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências, sugestões de leitura:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Miller, Theories of Developmental Psychology, Introduction&lt;br /&gt;
Goldhaber, Theories of human development: Integrative perspectives&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Contexto cultural e histórico==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Primeiro temos de compreender o contexto cultural e histórico do desenvolvimento humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fisiologicamente e neurologicamente as crianças provavelmente não mudaram muito em milhares de anos, mas no entanto crescem de formas diferentes o que altera a nossa perspectiva da sua natureza. O contexto cultural e problemas de um período histórico e cultural influenciam práticas específicas de educação, que por sua vez influenciam a perspectiva que as pessoas têm da natureza humana, em particular das crianças. Na verdade essa influencia é reciproca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Sociedades Caçador-Colector&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, as crianças são mantidas próximas dos pais e têm fortes apegos entre eles. As crianças são consideradas diferentes de adultos e não têm muitas responsabilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Sociedades Agrárias&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; o foco é ensinar as pessoas a cooperarem, fazerem parte do grupo, e a serem mais valias económicas para a sociedade. São mais disciplinadas, têm mais responsabilidades, e são tratadas como adultos em miniatura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Sociedades Tecnológicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; as crianças não são uma necessidade económica mas tornam-se um fardo financeiro. São valorizadas pelo seu potencial e valor inerente. São tratadas diferentes dos adultos, o período da infância é expandido, e a responsabilidade para desenvolver e educar é dado às instituições sociais, como escolas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As perspectivas sobre crianças contidas numa determinada cultura influenciam as teorias que emergem. Embora hajam outras perspectivas nas várias culturas do mundo, iremos focar no desenvolvimento histórico das perspectivas da Europa e América, que foi de onde se originaram a formação das principais teorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A História do estudo de desenvolvimento humano, ou desenvolvimento de infantil começou na Era pré-industrial e Industrial na Europa e América do Norte. Esse estudo divide-se em 6 fases:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Uma fase de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;desinteresse&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, uma fase onde as crianças eram vistas como intoleráveis, e negligenciadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Numa segunda fase passou a haver um interesse, sendo as crianças vistas como nascidas em pecado e a necessitarem de redenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Fase pré-empírica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; na qual os principais filósofos tiveram influência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Fase de pesquisa e observação.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
5. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Fase de desenvolvimento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; e reinado da &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;ciência teórica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Fase de diversidade contemporânea&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;1.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Analisando melhor a primeira fase, havia um taxa de mortalidade infantil alta, a probabilidade de sobreviverem até a fase adulta era de 1 para 3, ou 1 para 4. Em Paris em 1750, 33% de todas as crianças nascidas eram abandonadas em orfanatos ou em casas aleatórias, a maioria morreu. As crianças eram tratadas de forma deplorável. Na Inglaterra, crianças com 4 anos eram enviadas para as minas para trabalharem como mulas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais as causas desta falta de interesse e compaixão pelas crianças?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a taxa de sobrevivência é baixa as crianças não são valorizadas. Investimento emocional é demasiado dificil nessas circunstâncias, pobreza extrema e elevada taxa de natalidade. Quando sobreviviam à infância havia a expectativa de trabalharem para a família, o que parecia reforçar a percepção de serem adultos em miniatura, sem necessidades diferentes ou níveis de desenvolvimento diferentes dos adultos, embora sendo mais pequenos e menos experientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Podemos encontrar essa referências nos retratos artísticos de crianças, nos quadros e pinturas da época, e como eram incluídas em actividades adultas incluindo actividades selvagens e emocionalmente perigosas, em comparação aos padrões de hoje.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Isso conduziu à segunda fase onde as crianças era vistas como malvadas e a precisarem de redenção, através dos pediatras e líderes religiosos. Pediatras, como &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;William Cadogen&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; na Inglaterra em 1777, publicaram conselhos na educação, e no início do século 19 emergiu um movimento chamado de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Sunday School Movement&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Devido às crenças religiosas cristãs impostas, as crianças eram vistas como nascidas em pecado e malvadas. Esse movimento oferecia educação religiosa e disciplina. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Charles Dickens&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; reflectiu essa disciplina inflexível e treino que acompanhou a percepção das crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No mesmo periodo, na América havia uma visão mais optimista. As crianças eram valorizadas como uma esperança para o futuro, tinham potencial. No entanto há também exemplos da mesma visão restrita das necessidade de redenção, intolerância e falta de afecto para com as crianças. Devido ao optimismo, reformas educacionais e medicina pediatra desenvolveu-se mais rápidamente na América que na Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências e sugestões:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kessen,  The Child, capitulos 1-2.&lt;br /&gt;
Aries, Centuries of Childhood.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Duas visões mundiais - John Locke e Jean Jacque Rousseau==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passando as duas primeiras fases, iremos focar desde da terceira fase.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes dois filósofos surgiram com duas principais visões universais e em conflito. Uma visão mundial vai além de um teoria específica, é um modo que uma pessoa tem para interpretar a realidade, além de teste empírico ou prova. É uma abordagem geral que não pode ser provada ou refutada. Teoria Científica deve ser refutada, é baseada em provas empíricas, existe para explicar as provas empíricas, unificar factos, mas visões mundiais estão para além disso, mas a teoria científica de desenvolvimento humano emergiu dessas duas visões gerais que ainda permanecem nos dias de hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As duas principais visões, mas não as únicas, mas as principais ficaram conhecidas como &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Abordagem Mecanista&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; e &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Abordagem Orgânica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Enquanto que John Locke tinha uma visão de natureza neutra das crianças, como uma folha em branco e que a sociedade molda-as, Rousseau defendia a filosofia que as crianças nascem boas mas que a sociedade as corrompe. A visão Mecanista de Locke representa os humanos como máquinas, e a Visão Orgânica de Rousseau representa os humanos como organismo. São modelos e metáforas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===John Locke (1632-1714)===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Abordagem Mecanista&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
John Locke é bem conhecido por escrever sobre vários assuntos, incluindo politica e como a sociedade funciona, e foi um dos primeiros fundadores da Filosofia chamada de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Filosofia Empírica Inglesa&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Em 1690 publicou um Ensaio intitulado “Entendimento Humano” e pouco após outro intitulado “Pensamentos sobre Educação”. Estas publicações revolucionaram muitos e o que se pensava sobre como os humanos se desenvolviam e aprendiam. Locke foi chamado de Empírico, porque na sua visão tudo o que nos tornamos, tudo o que somos resulta das experiências com o ambiente. Isto desafiou a noção que humanos nascem com noções e habilidades pré-formadas. Locke propõe que a experiência é a fonte do conhecimento, que depois se desenvolve por esforço da razão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde modo desafiou a visão em que nascíamos malvados. Para Locke, tudo o que sabemos tem de vir dos nossos sentidos, do que observamos, do que interiorizamos. E é isso no que nos tornamos. Locke utilizou a frase “tabula raza” uma folha em branco. Com essa metáfora referia-se que as crianças, os bebés são uma folha em branco na qual a sociedade e o ambiente influência. Nesta visão um humano pode desenvolver qualquer habilidades ou personalidade dependendo de como o mundo ou pessoas o influência. Tendo em conta esta visão focamos no ambiente, o ambiente é extremamente importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro que Locke não acreditava não termos biologia, e certos desenvolvimentos intrínsecos, certamente não era estúpido, mas o ambiente tornou-se supremamente importante. Locke ultrapassou as fases anteriores, onde não havia interesse pelas crianças e posteriormente que nasciam malvadas, e introduziu a noção que nascemos neutros e que a sociedade nos molda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta noção ficou conhecida como &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;abordagem mecanista&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Neste modelo básico humanos são vistos como organismos passivos, e isto significa organismos reaccionários, humanos estão inerentemente em descanso, estáveis e reagem apenas a estímulos exteriores. Isto também se aplica a outros animais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na abordagem mecanista o ambiente tem um papel principal, e sendo assim os estímulos entram através dos nossos sentidos, aprendemos devido à estimulação exterior. Nada somos, excepto o potencial de nos tornarmos em qualquer coisa. Para sabermos algo, para aprendermos algo adquirimos uma cópia da realidade, por outras palavras interiorizamos factos, dados, e informação do mundo exterior, reagimos ao que nos é apresentado. O mundo é real e temos de o sentir e aprender acerca dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro aspecto desta abordagem mecanista foca nas diferenças individuais no desenvolvimento humano e em como o mundo nos torna em indivíduos diferentes, e onde as manipulações ambientais têm mais influência para criar determinado tipo de desenvolvimento. Focando nas partes individuais e focando nas manipulações ambientais, estamos a prestar atenção às diferenças individuais. Que coisas causam dão origem a algo como se desenvolve,  e o que causa outra coisa a acontecer e desenvolver-se doutro modo. Humanos são vistos como uma organização de partes componentes. Para compreendermos os humanos podemos focar nas componentes, nas partes, e ao arranjarmos as partes podemos também tratar a pessoa. É essencialmente um Modelo Reducionista dos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Rousseau (1712-1778)===&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Abordagem orgânica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se Locke alterou a nossa visão para a neutralidade das crianças, Jean Jacque Rousseau ainda deu um passo à frente, o que restava. Rousseau viu as crianças como nascidas boas mas sendo corrompidas pela sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rousseau em 1762 publicou um romance chamado “Emile”, e nesse romance transmitiu a sua visão sobre natureza humana e desenvolvimento infantil. Rousseau diz que o estado natural dos humanos à nascença é serem bons, têm capacidades inerentes que permitem um desenvolvimento óptimo para se tornarem valiosos e bons adultos. Existe uma tendência para sobreviver, para desenvolver optimamente, ser bem sucedido. Contudo, a sociedade, isto é na época de Rousseau, os pais, educadores, e líderes religiosos, estas pessoas corrompiam o desenvolvimento natural e causavam problemas nas crianças. Rousseau acreditava que a obrigação correcta da sociedade e pais era a de afastar os obstáculos para que as crianças pudessem desenvolver de um modo correcto, ao ritmo natural, sem os preconceitos da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;“A mente deve permanecer intocável até que as faculdades se desenvolvam”&amp;#039;&amp;#039; Rousseau&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi a partir da influência de Rousseau que mais tarde vários teoristas procuraram identificar as diversas fases de desenvolvimento, organizações qualitativas ou passagens.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A filosofia de Rousseau representa uma segunda visão mundial, e esta é a segunda abordagem, a abordagem orgânica. Ao contrário de encarar os humanos como passivos e reaccionários, Rousseau vê os humanos como activos e organismos iniciantes, somos inerentemente activos e mudamos, não estamos em descanso. Iniciamos as nossas próprias acções, alterações e crescimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto leva-nos a ter em conta influências internas biológicas, influências que fazem parte da nossa natureza. Para sabermos algo construímos o que é sabido, em vez de fazer cópias da realidade e absorver como uma esponja. De certa forma criamos a realidade. Ao contrário de estudar humanos em termos de partes componentes, todo o sistema ou estrutura é o foco do estudo. Desta forma o todo é maior que a soma das partes. Isto foca o estudo no universal, no comum, na média ou normal desenvolvimento em vez de focar nas diferenças individuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em conclusão, a visão de Locke e a abordagem mecanista influenciou os Teóricos Behavioristas, o Modelo de Bandura, modelos de computador, e no foco nas alterações infantis ao manipular os factores ambientais que os motivam. A visão de Rousseau e a abordagem orgânica influenciou a teoria de Piaget, e muitas teorias relativas à educação.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências e sugestões de leitura:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kessen, the child, chapter 3&lt;br /&gt;
Cleverley and Phillips, Visions of Childhood: Influencial models from Locke to Spock, Chapters 1-3&lt;br /&gt;
Goldhaber, theories of human development: integrative perspectives, chapters 2-4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Fase 4: Fase de pesquisa e observação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recapitulando, na primeira fase não havia interesse pelo desenvolvimento das crianças, na segunda fase surgiu algum interesse passando a ser vistas como nascidas malvadas e a necessitarem de redenção. Na terceira fase Locke desenvolveu a filosofia que humanos nascem neutros, e depois Rousseau desenvolveu a filosofia que eram nascem bons.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a influência destes filósofos surgiu um interesse em ciência e no estudo do desenvolvimento humano, principalmente nas crianças. A ciência emergia como um modo que ganhar conhecimento acerca do mundo, tudo o sabemos tem ser ser empírico, como obtemos conhecimento tem se ser através de informação observável e objectiva, que é necessário para validar uma ideia filosófica ou hipótese. Uma teoria é importante para unificar factos e informação, teorias ajudam a explicar as coisas e a simplificar o mundo e a conectar as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Informação objectiva significa que vários cientistas podem observar essa mesma informação, e que um cientista pode descrever o que observa e transmitir a outra pessoa. Esta abordagem empírica deu origem, entre outras, à nova área de Psicologia que se desenvolveu da Filosofia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta fase alguns cientistas começaram a publicar relatórios detalhados e sistemáticos do desenvolvimento dos próprios filhos, por vezes chamados de biógrafos de bebés. A primeira publicação foi em 1787 na Alemanha, um diário das observações de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Dietrich Tiedemann&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Em 1882 &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Wilhelm Preyer&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; publicou na Alemanha outro livro didáctico. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Alfred Benet&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, conhecido como o pai do teste de inteligência, provou ser outro observador astuto. O mais famoso Biógrafo foi &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Jean Piaget&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, nos tempos modernos, que seguiu a mesma abordagem no estudo dos seus três filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Charles Darwin&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, bastante famoso após publicar a &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Origem das Espécies,&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; em 1877 publicou observações detalhadas do próprio filho. Darwin foi um observador superbo, ao lerem partes dessas observações impressiona o quanto moderno e actual Darwin era nas observações do próprio filho, tais como a descrição de emoções, sobre o conceito de auto consciência, e outros domínios de desenvolvimento que ainda hoje tentamos desvendar e compreender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes cientistas descreveram o desenvolvimento normal, mas tornaram-se cada vez mais experimentalistas nas suas abordagens, iniciaram-se como observadores e começaram a manipular e a entrar numa abordagem mais experimentalista. Mas nessa Era eram principalmente Naturalistas, descritores de desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos mais influentes foi &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;G. Stanley Hall&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Foi quem principalmente fundou a &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Associação Psicológica Americana&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, quem fundou a Universidade de Clark em Massachusetts da qual foi o primeiro presidente. Ele escreveu centenas de artigos sobre desenvolvimento infantil e adolescente, mas apesar de ter sido conhecido por ter fundado a Associação Psicológica Americana praticamente ninguém lê esses artigos, em grande parte porque Hall não tinha uma teoria que explicasse todas as imensas observações apresentadas, e sendo assim não teve grande influência com o seu trabalho empírico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Alfred Benet&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, famoso por desenvolver o teste de inteligência, foi outro cientista que reuniu informação acerca de diferentes áreas e observações de crianças, e teorizou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Fase 5: Ciência teórica==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A quinta fase foi uma transição para uma ciência mais teórica da informação sistemática de dados. Agora não só descreviam o desenvolvimento como também explicavam os processos, as sequências de desenvolvimento e os processos e mecanismos que explicam esse desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;John Watson&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; foi dos principais e mais famosos desses grandes teoristas. Nos anos 20 utilizou o trabalho do Russo **Ivan Pavlov**, que tinha trabalhado no desenvolvimento de **Condicionamento** em animais, e desenvolveu esse trabalho ao aplicar a bebés e humanos, desenvolvendo a teoria conhecida como &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Behaviorismo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Behaviorismo dominou toda a psicologia americana e todas as abordagens ao desenvolvimento infantil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. John Watson foi o pai do Behaviorismo. Esta abordagem remete para a visão de desenvolvimento e natureza humana de John Locke, que nascemos neutros e somos moldados pelo ambiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua vez Watson posteriormente influenciou &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;B. F. Skinner&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, um dos mais famosos behavioristas, e eventualmente Albert Bandura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Behaviorismo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; foca-se na influência ambiental na criança. O bebé é uma “folha em branco” e tem o potencial de ser tornar em qualquer coisa. Watson demonstrou que controlando o ambiente é possível moldar o sujeito em qualquer coisa. A psicologia tinha-se tornado no estudo de comportamento observável em vez do estudo de processos intelectuais e psicológicos. Neste modelo, sendo cientistas temos de prestar atenção ao que observamos, objectivamente e precisamente, analisar o que provém do ambiente e como isso se relaciona com os comportamentos e respostas que as pessoas exibem. As pessoas respondem a influências exteriores.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito brevemente nesta &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;5ª fase&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; surgiam as 6 principais teorias sobre desenvolvimento humano, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Teoria Psicodinâmica de Freud&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, o modo como ganhamos contacto com a realidade, o Ego, Superego e o ID, as fases psicosexuais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Teoria Psicosocial de Erikson&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, o desenvolvimento no curso da vida toda, as primeiras fases, identidade e intimidade, e as últimas fases de desenvolvimento adulto. Foi uma modificação e expansão da teoria de Freud.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Teoria de Apego de Bolwby e Ainsworth:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; como a natureza assegura a ocorrência de conexões humanas, desenvolvimento de conexões seguras e inseguras, primeiras conexões e relações adultas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Teoria de Aprendizagem Social e Auto-eficácia de Bandura:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; a importância de aprendizagem observadora no desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. &amp;#039;&amp;#039;Teoria de Desenvolvimento Cognitivo de Jean Piaget&amp;#039;&amp;#039;: como revolucionou o estudo do desenvolvimento infantil, as primeiras fases, operações concretas, a última fase;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Teoria de Mediação Cognitiva de Lev Vygotsky&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; que completa Piaget: zona de desenvolvimento aproximado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por último, a Sexta e última fase pode ser denominada de fase de diversidade contemporânea. A psicologia deixou de ser um campo unificado mas um diversificado em várias áreas de pesquisa. Hoje temos várias pesquisas e teorias dominantes em vários campos como &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Desenvolvimento Cognitivo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; de Piaget, em &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Desenvolvimento Linguístico&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, em &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Teoria de Mente&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, uma área de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Desordens e Psicopatologia&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, uma área bastante forte de desenvolvimento neurológico, na verdade a área mais dominante de pesquisa é a &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Neurociência&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências e Sugestões de leitura:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Kessen, The Child, Chapters 4-6&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cleverley and Phillips, Visions of Childhood: influential models from Locke to Spock, Chapters 4-10&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Artigo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Reset</name></author>
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